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POR Elisa Heluany - Consultora de Moda EM 18 DE Dezembro DE 2021 NO ESPELHO

Hoje é dia de NO ESPELHO com Joelma Celestrini, a capixaba que deixou uma carreira sólida como jornalista para se dedicar a um sonho DELICIOSO: depois de dez anos atuando para as maiores indústrias de petróleo do mundo, abandonou a comunicação empresarial e se tornou chef de cozinha e uma empresária de sucesso!!!

Capa

 

Eu conheci a Joelma em seu ateliê, escritório-cozinha do Gampei Gastronomia, sua empresa, quando fui convidá-la para ser colunista do blog Eu no Espelho e fiquei encantada com a forma acolhedora, meiga, simpática, simples, sincera com que ela me recebeu. Eu saí de lá cheia de energia boa e com a certeza que seria uma parceira agregadora. Joelma é multi TALENTOSA: cozinheira (os pratos são tentadores!), decoradora (amooo ver a beleza de suas mesas – o serviço dela inclui aquelas mesas postas dignas de revista!), jornalista (além de fazer fotos lindas, adoro o jeito de escrever que só ela tem – até num pequeno post nas redes sociais!) e além de tudo é SUPER estilosa!!! Eu espero ansiosa pelas receitinhas dela, que sempre vêm acompanhada de uma foto perfeita, um prato lindo, um texto inconfundível. Tantas habilidades e primor pelo trabalho fizeram dela um sucesso em menos de dois anos, desde que deixou a primeira carreira para se tornar uma das referências na cidade quando o assunto é boa comida.

Joelma Celestrini Barros nasceu em Linhares, no Espírito Santo, tem 32 anos, é Chef de Cozinha, formou em Jornalismo com pós graduação em Comunicação Empresarial e, em seguida, Gastronomia. Casada com Paulo Barros, oceanógrafo carioca, que cresceu em Macaé e foi o responsável por trazê-la para a cidade! Mamãe do fofo Francisco.

atelie

 

Como começou?

Eu comecei na cozinha por influência da minha família. Tenho cidadania italiana e como em toda casa italiana, comida sempre foi motivo de festa. Meus fins de semana sempre foram regados a muitos encontros familiares em torno da mesa e, desde cedo, recordo do meu interesse em ajudar nos preparos. Além disso, meu pai tem uma padaria há 40 anos e na minha infância, ele ainda trabalhava como padeiro no negócio, o que me aproximou da profissão. Lembro que ele me levava para a padaria e enquanto fazia os pães, eu brincava com uma bolinha de massa (o cheiro do trigo é algo muito afetivo para mim, ainda bem que não sou celíaca, seria terrível! - risos). Depois disso, fui morar sozinha muito cedo, aos 15 anos, e precisei me virar na cozinha. Nessa época, desenvolvi uma habilidade enorme para as “comidas” comuns à idade: brigadeiro, cachorro quente e hambúrguer! Meus fins de tarde após as aulas eram de casa cheia e muitos lanchinhos... Depois o paladar foi ganhando maturidade, me casei, vim para Macaé e segui reunindo os amigos em torno da mesa, até identificar que isso era algo que eu pretendia fazer profissionalmente.  

Carreira de Jornalista?

Ao contrário do prognóstico (de que mudanças acontecem por insatisfação ou frustração), fui muito feliz enquanto jornalista e amava o que eu fazia. Mas o jornalismo empresarial e a gestão dos projetos para as companhias me tornaram muito fria, mecânica e extremamente workaholic (tenho uma pré-disposição para trabalhar exageradamente, gosto de trabalhar, sou perfeccionista e tenho níveis de auto-exigência muito elevados, isso me faz dedicar muito tempo ao trabalho). Chegou um momento que eu não enxergava mais a minha essência, minha espontaneidade. Tinha tudo que um profissional poderia desejar, mas não me encontrava em mim. Deixar o jornalismo foi minha última decisão num processo muito profundo de auto-conhecimento, que foi transformador na minha vida, e incluiu, entre outras coisas, até uns quilinhos perdidos (20!!!).

Gampei?

Ainda enquanto jornalista, eu fui estudar gastronomia. Nessa época, o Gampei já existia na teoria, era um projeto pronto, que eu amadurecia diariamente, em virtude de um desejo antigo de ter um restaurante. O nome, forma sonora para timtim em mandarim, foi decidido anos antes, após uma viagem à China. Ou seja, essa história de ser cozinheira já era considerada há bastante tempo! Um belo dia, ainda na faculdade, uma pessoa que frequentava os jantares e encontros sociais na minha casa solicitou que eu fizesse um coquetel para potenciais investidores do ramo imobiliário, sob argumento de quem acreditava que eu era a pessoa certa para aquele evento. Me enchi de coragem (e planejei tudo minimamente). Fiz e nunca mais parei!!!

prato

 

Sonhos?

Muitos. O mais latente é o desejo de abrir um restaurante. Pequeno, com poucas mesas. Discreto, charmoso. Um bistrô, talvez.                 

O que falaria para quem tem medo de deixar uma carreira que não o faz feliz?

Mude. E de dentro para fora, antes de qualquer decisão. Minha questão não foi insatisfação, foi uma demanda pessoal. Era muito feliz profissionalmente e, ainda assim, me encorajei para mudar de área, pois acreditava que a gastronomia convergiria mais com meu perfil pessoal e me colocaria novamente em contato comigo mesma e com as pessoas. Até agora, estou convicta de que não me enganei. Se eu estivesse infeliz como jornalista, talvez não teria esperado mais de dez anos para mudar. Acredito que não existem razões para se submeter à infelicidade. Ser feliz é questão de escolha, de inteligência emocional. E não necessariamente é preciso mudar de área para encontrar o caminho da satisfação. As pessoas tendem a achar que grandes mudanças serão a solução, quando muitas vezes é preciso apenas estar disposto a olhar a vida de outra forma, com mais boa vontade.

Família?

Para mim, família é porto seguro. É onde a gente tem encontra amor, serenidade e apoio. Tenho uma base familiar que converge muito com isso e busco fazer o mesmo no meu lar, com meu marido e filho. Em Macaé, fiz ainda alguns “amigos família”, que foram e são fundamentais pra mim, pois cheguei na cidade, oito anos atrás, sem conhecer ninguém além dos pais do meu marido.

familia

 

O que gosta em Macaé?

Gosto muito de Macaé e a respeito muito. Gosto das pessoas, da praia, da serra. Não me sinto uma “estrangeira”, tenho vínculo, vivo a cidade e tento transmitir o que ela tem de melhor. Acho que isso é o que devemos fazer pelos lugares que nos acolhem. Sou muito feliz aqui.

O que não gosta em Macaé?

Tenho ressalvas com os serviços, as ruas esburacadas e a falta de água, mas isso não tira meu humor.

Um lugar especial?

Só um? Seria incapaz de eleger um único!!! Mas fico com os que ainda desejo ir.

Frase?

“A vida só se dá pra quem se deu”, da música Como Dizia o Poeta, do Vinícius de Morais. Tenho ela tatuada no braço.

Atividade Física? 

Gosto de esportes em grupo, fui atleta na juventude. Até pouco tempo atrás corria na orla e adoro, mas não tem sobrado muito tempo. É uma meta para 2016!!!

Beleza?

No dia a dia, uso água termal na pele, protetor dos dias de praia e eventualmente faço drenagem, mas nada além disso. Acredito que bom humor, uma pele corada, um corpo com viço e tônus (não necessariamente magro) e um cabelo saudável sejam mais que suficientes. O resto é adereço. Admiro uma bela produção e até recorro quando necessário, mas sempre prometo que serei mais vaidosa e nunca consigo cumprir. Estou quase me convencendo que não faz mesmo meu tipo... rs

beleza

 

Cabelo?

Meu cabelo é uma benção! Sempre brinco dizendo que Deus sabia certinho que eu teria pouco tempo pra gastar com ele e me presenteou com um cabelo que não dá trabalho e nem demanda muita atenção. Lavo apenas com xampu, nem condicionador uso com frequência. Não escovo e nem uso química.

Alimentação?

Não gosto de alimentos muito industrializados, bolachas e biscoitos. Como bem (quantidade e qualidade!!!). Sempre comi. Durante um tempo, aderi à dieta funcional e foi maravilhoso. Perdi muito peso e me senti extremamente bem, mas não sigo mais com tanta disciplina. Hoje sou adepta do bom senso. 

jo

 

Não vivo sem?

Sono. Sou bastante resistente e viro noites e noites trabalhando, mas em algum momento preciso dormir bem.

O que te faz feliz?

Meu filho, meu marido e minha profissão.

Na minha bolsa tem?

Neste momento, documentos, telefone, bloco de notas (gosto de anotar tudo a mão! risos), um rímel e um hidratante labial, alguns livrinhos de bolso e um amontoado de notas fiscais (guardo todas para a contabilidade!!!).

Música?

Gosto de música e tenho uma playlist bem variada. Qualquer uma que me toca de alguma forma, é bem vinda.

EU NO ESPELHO?

Não sou muito de auto definições, sempre preferi que todas as coisas sobre mim fossem ditas pela minha conduta e meu caráter. Posso quebrar o protocolo?

final

 

SUPER OBRIGADA Joelma!!! Estou ainda mais ENCANTADA com você, depois da entrevista. Parabéns por ser TÃOOO talentosa, sincera, simples, simpática, acolhedora e contagiante!!!  Que o Gampei seja ainda MAIS sucesso em 2016, que + sonhos se realizem e você continue arrebentando em tudo que se propõe a fazer. Estou SEMPRE na torcida!!! Amooo seus textos cheios de tempero, as fotos, a beleza dos pratos, a paixão pela profissão e seu jeito inconfundível  de ser e escrever.  Ahhhhh não se esqueça da promessa de me levar para tirar uma casquinha (risos)!!!

Você é ou conhece uma #MulherInspiradora ??? Envie seu e-mail para elisaconsultorademoda@yahoo.com.br para contar a história aqui no blog NO ESPELHO.

Beijos da Elisa @eunoespelho

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